A Confederação das Associações de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf) rejeitou a proposta da Fifa de criar uma empresa para administrar os direitos comerciais e operacionais das competições. A decisão, tomada nesta quinta-feira (30), baseou-se na alegação de que o projeto carece de transparência e que o controle do futebol deve permanecer nas mãos das instituições.
A manifestação da Concacaf ocorre no mesmo dia em que federações ligadas à UEFA anunciaram boicote aos torneios organizados pela Fifa enquanto a proposta estiver em discussão. Segundo a confederação, representantes de suas 41 associações nacionais participaram de reunião e chegaram ao consenso de que o cronograma imposto pela Fifa foi excessivamente curto e que a proposta não seguiu os canais adequados de governança.
O projeto da Fifa prevê a criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), uma empresa avaliada em R$ 102,5 bilhões, que concentraria os ativos comerciais. O plano inclui a distribuição de US$ 10 bilhões entre as 211 associações nacionais e o aumento dos repasses regulares, que passariam de US$ 8 milhões para US$ 20 milhões no ciclo de 2027 a 2030.
Apesar das garantias da Fifa de que investidores teriam apenas participações minoritárias, a Concacaf demonstrou preocupação com o capital privado. A entidade informou que defenderá o uso das reservas financeiras da federação para ampliar o financiamento, sem recorrer à nova empresa, e solicitará que o presidente da Fifa, Gianni Infantino, assegure o cumprimento dos processos formais de governança.

