A Justiça manteve a desapropriação do Jóquei Clube de Goiás, mas a presidente da associação, Nívea de Paula, anunciou recurso contra a decisão judicial. A manutenção da desapropriação ocorreu após a juíza negar o pedido de anulação do Decreto Municipal nº 2.807/2025.
Apesar da decisão favorável à Prefeitura de Goiânia, a associação ainda discute o valor da indenização, que será tratado na fase de instrução do processo. Segundo a presidente, o decreto foi declarado válido, mas o processo depende da definição do valor indenizatório. Ela afirmou que a associação não concorda com a avaliação municipal, criticando a depreciação aplicada à construção, que reduziu a estimativa de indenização em R$ 26 milhões.
A diretoria argumenta que a obra, assinada por Paulo Mendes da Rocha, permanece intacta e não deve ter seu valor depreciado. Além disso, a associação questiona a ausência de um projeto definitivo para a área, alegando que a legislação exige que a finalidade da desapropriação esteja previamente definida pelo município.
Paralelamente, o Jóquei Clube buscará revisar a cobrança do IPTU sobre o Hipódromo da Lagoinha. A entidade defende a isenção do tributo, citando que imóveis tombados possuem esse benefício no Código Tributário Municipal. A cobrança anual gira em torno de R$ 10 milhões, valor considerado inviável para a associação.
Caso seja alcançado um acordo justo sobre a indenização, a diretoria pretende construir um novo Jóquei Clube na região da GO-020, integrando sede social e hipódromo em um complexo voltado ao esporte e lazer.


