A Previdência Social enfrenta um déficit de financiamento que pode levar a cortes de benefícios até 22% em 2032, segundo os administradores do programa. Legisladores debatem a elevação de impostos sobre rendas mais altas, pois milionários frequentemente atingem o teto de contribuição antes de março.
O sistema de Previdência Social depende majoritariamente de impostos sobre a folha de pagamento. As regras atuais limitam a contribuição a um teto de ganhos, que em 2026 corresponde a US$ 184.500. Isso significa que um indivíduo que ganha US$ 184.500 e outro que ganha US$ 2 milhões pagam o mesmo valor de imposto previdenciário.
Um ponto de discórdia entre os legisladores é que milionários costumam cessar o pagamento da contribuição por volta de março. Um indivíduo com renda anual de US$ 1 milhão, por exemplo, atinge o limite de contribuição em cerca de 67 dias de trabalho. Alterar essa regra poderia fornecer receita necessária ao sistema e ajudar a prevenir cortes de benefícios.
A mudança também apresenta complexidades. Se os rendimentos mais altos forem tributados de forma diferente, os legisladores devem decidir se esses contribuintes passam a ter direito a benefícios maiores. Atualmente, os benefícios são calculados com base nos 35 anos de ganhos mais altos, mas apenas os ganhos até o teto anual são considerados na fórmula.

