Desenvolvedores de data centers buscam capital para iniciar projetos de infraestrutura de IA antes da formalização de contratos de locação com grandes empresas de nuvem. Essa necessidade gerou o aumento de financiamentos alternativos, como os acordos de reembolso de custos, para mitigar riscos e acelerar a entrega de capacidade de computação.
A construção de data centers exige capital para etapas preliminares, como estudos de energia e nivelamento de terreno, antes que os contratos de locação sejam firmados. Segundo John Greenwood, diretor global de finanças de infraestrutura e ativos reais do Goldman Sachs, há grande demanda por financiamentos ponte ou de equipamentos para cobrir esses custos iniciais.
Para reduzir o risco de credores, grandes empresas de tecnologia têm oferecido garantias de que o locatário final, muitas vezes um laboratório de IA, honrará o pagamento do aluguel. Além disso, surgem os Acordos de Reembolso de Custos (CRA). Neles, o futuro locatário autoriza o desenvolvedor a fazer compras iniciais, e o reembolso é garantido caso o contrato principal não se concretize.
Casos como o da Applied Digital e Cleco Power demonstram o uso do CRA, onde o desenvolvedor se compromete a reembolsar custos iniciais. Outros exemplos mostram a complexidade do processo, como o da Fermi America, que teve um avanço de US$ 150 milhões retirado pelo potencial locatário após o fim do período de exclusividade.

