A esponja de cozinha, usada para limpar utensílios, pode ser um foco de bactérias nocivas para a saúde. Um estudo do Instituto Federal Alemão de Avaliação de Riscos (BfR) descobriu que microrganismos como E. coli e Salmonella sobrevivem e se reproduzem no material, independentemente de apresentar mau cheiro.
Cientistas analisaram três bactérias comuns transmitidas por alimentos, que causam diarreia, e confirmaram sua capacidade de sobreviver em esponjas. Os pesquisadores relataram que as populações bacterianas conseguiram se reproduzir em níveis elevados por pelo menos 14 dias. Segundo Andreas Hensel, autor do estudo e presidente do BfR, infecções transmitidas por alimentos frequentemente têm origem em residências e podem ser perigosas para grupos vulneráveis, como idosos e crianças.
A equipe de pesquisa observou que as bactérias cresceram em todos os tipos de esponja testada, sem que houvesse sinais visíveis de sujeira ou odor desagradável. O BfR comunicou à imprensa que confiar apenas na aparência ou no cheiro para decidir a substituição é um indicador pouco confiável.
Para reduzir a carga bacteriana, os pesquisadores sugerem tratar a esponja com água a temperaturas superiores a 70 °C por, no mínimo, dois minutos. Além disso, o estudo alerta para a importância de não deixar louças sujas de molho por longos períodos, já que pias e torneiras também abrigam altas concentrações de bactérias patogênicas.

