O fluxo retrógrado do leite materno, onde o bebê ejeta saliva no mamilo, é um fenômeno biológico que pode auxiliar na produção de anticorpos maternos, segundo estudos. Este mecanismo, cientificamente conhecido como fluxo ductal retrógrado, foi confirmado por exames de ressonância magnética.
Ao sugar, o bebê cria um vácuo que extrai o leite dos ductos mamários. Contudo, esse movimento também gera pressão negativa, puxando leite e saliva de volta para a mama. Essa ocorrência, inicialmente detectada por ultrassom, foi posteriormente confirmada por estudos de ressonância magnética.
Uma das hipóteses aponta que essa via de comunicação entre boca e ducto de leite auxilia os pais a produzirem anticorpos benéficos para os bebês. Embora o leite materno contenha mais anticorpos após exposição a doenças, a forma como o corpo da lactante recebe o sinal para fazer essas alterações ainda não está clara.
Apesar de a ligação entre o fluxo retrógrado e a produção de anticorpos não ter sido comprovada em humanos, existem estudos promissores em animais, como camundongos. Contudo, especialistas apontam que o corpo da mãe pode receber informações sobre a imunidade por diversas vias, como contato com secreções ou contato físico.


