O economista Armínio Fraga declarou não se arrepender de ter votado no presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições de 2022. Em entrevista, ele explicou que sua decisão não foi baseada em fatores econômicos, mas sim na preocupação com a manutenção da democracia no país.
Fraga afirmou que, naquele momento, as preocupações com o futuro democrático do Brasil foram o fator decisivo para seu voto. Ele declarou: “Meu voto não foi econômico. Naquele momento, eu tinha sérias preocupações com o futuro da nossa democracia. Eu acredito na democracia, na liberdade e os sinais estavam sendo dados”.
Apesar do apoio dado ao petista em 2022, o ex-presidente do Banco Central fez críticas à atual gestão, apontando preocupações com o quadro fiscal e o aumento da dívida pública. Ele comentou que o Brasil teve três anos e meio de crescimento e o desemprego está em mínima, mas alertou para sinais de desaceleração econômica.
Fraga concluiu que mudanças estruturais são necessárias na política econômica, citando a previdência e os regimes de renda como áreas de trabalho. Sobre as eleições de outubro, ele disse estar aguardando o debate para decidir seu voto, comparando a situação a uma semifinal de Copa.


