Ativistas protestaram na abertura da 26ª Conferência Internacional sobre Aids, realizada no Rio Centro, no Rio de Janeiro, na última segunda-feira (27/07). Os manifestantes exigiram acesso amplo às versões genéricas do lenacapavir, um antirretroviral injetável com eficácia próxima de 100% na prevenção do HIV.
O lenacapavir, desenvolvido pela Gilead, foi testado entre 2021 e 2024 em populações da Argentina, Brasil, Peru e México. Contudo, os países sul-americanos ficaram de fora das licenças voluntárias iniciais da empresa, que ofereceu o medicamento por US$ 40 por pessoa ao ano apenas para Bolívia, Honduras, Nicarágua, República Dominicana e Venezuela.
Durante o evento, os ativistas invadiram o palco com cartazes que afirmavam: “A ganância da indústria farmacêutica está nos matando” e “Usam nossos corpos e depois nos negam o acesso”. A presidente da Sociedade Internacional de Aids, Beatriz Grinsztejn, declarou que os participantes da pesquisa terão acesso contínuo ao medicamento enquanto o restante do país aguarda.
O vice-presidente sênior da Gilead Sciences, Jared Beaten, comentou que a corporação oferece 3 milhões de doses, majoritariamente para países de baixa renda na África. A empresa também informou que firmou acordos de licenciamento sem cobrança de royalties com seis fabricantes de medicamentos genéricos, que suprirão 120 países.


