Cientistas analisaram a galáxia espiral WISEA J123635.56+621424.2, apelidada de “Saguaro”, usando dados do Telescópio Espacial James Webb. A pesquisa propõe que os pontos vermelhos distantes (LRDs) são uma fase temporária de buracos negros supermassivos ativos, explicando sua presença em diferentes épocas cósmicas.
A investigação, liderada por Pierluigi Rinaldi, baseou-se na análise da galáxia Saguaro, que possui redshift 2 e corresponde a aproximadamente 3,3 bilhões de anos após o Big Bang. Os pesquisadores sugerem que, embora os LRDs pareçam uma população galáctica única, eles podem ser afetados por viés observacional, conforme explicou Rinaldi. A teoria aponta que esses pontos são apenas a ponta do iceberg de um buraco negro supermassivo interagindo com seu ambiente.
A equipe utilizou dados do telescópio Hubble e do Webb para verificar as características do núcleo compacto da Saguaro. Os dados confirmaram que o núcleo é mais brilhante em luz ultravioleta e infravermelha do que em luz visível, um traço comum aos LRDs distantes. Além disso, o Observatório Chandra detectou emissão fraca de raios X, indicando um núcleo galáctico ativo e muito obscurecido.
Ao simular a galáxia Saguaro em redshifts mais altos, os cientistas observaram o enfraquecimento da estrutura galáctica circundante, deixando visível apenas a fonte central LRD-like. Os autores concluíram que os LRDs podem não ser uma população distinta, mas sim uma fase transitória de buracos negros supermassivos ativos, ligando os objetos vistos pelo Webb ao universo local.

