A Tesla registrou queda no lucro no último trimestre após intensificar investimentos em inteligência artificial e robótica. A estratégia, segundo o especialista Gustavo Macedo, prioriza o crescimento de longo prazo, gerando tensão entre os interesses imediatos dos investidores e a visão gerencial da companhia.
Gustavo Macedo, professor do Insper e especialista em inteligência artificial, afirmou que a situação coloca em lados opostos dois focos. De um lado, o investidor que espera retorno pela rentabilidade. Do outro, a gestão, que foca em transformações da economia global no longo prazo.
Macedo explica que o mercado deve acompanhar as promessas de longo prazo da empresa, mesmo diante da redução das margens de lucro. Ele aponta que a percepção sobre a Tesla muda, pois a companhia pode ser vista como empresa de mobilidade ou de baterias, citando a integração com a SpaceX como exemplo de ampliação de frentes de atuação.
A intensificação dos gastos em IA não é isolada, mas resposta à competição internacional. O especialista compara o momento atual a uma nova corrida tecnológica, semelhante à disputa espacial do século passado. Ele conclui que essa disputa envolve verticalização, abrangendo minerais críticos, data centers e inteligência artificial.

