O Brasil solicitou à Organização Mundial da Saúde (OMS) a certificação para eliminar a transmissão da hepatite B de mãe para filho. O país atingiu metas por dois anos consecutivos, com prevalência estimada de 0,0111% em 2025, abaixo do limite de 0,1%.
A solicitação foi feita nesta terça-feira (28). O processo de certificação envolve avaliação interna da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), revisão por um comitê externo de especialistas e análise final do Comitê Global de Validação da OMS. Os dados consideram o último ano completo, 2025, e modelagens matemáticas atuais confirmam o cumprimento do critério.
Outros indicadores de saúde pública também foram atendidos. A cobertura de pré-natal superou 98% em 2024 e 2025. A vacinação contra a hepatite B nas primeiras horas de vida alcançou 100% em 2025, superando o mínimo de 90% estabelecido. A proteção infantil é complementada pela vacina pentavalente, embora a cobertura da terceira dose tenha sido de 88,7% em 2025, dado preliminar.
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento antiviral durante a gestação e aplica a vacina e imunoglobulina (HBIG) aos recém-nascidos, prevenindo cerca de 99% das infecções perinatais. Em dezembro de 2025, o país já havia recebido a certificação pela eliminação da transmissão vertical do HIV.

