O número de mortos atingiu 13 após um forte terremoto de magnitude 7,1 atingir a província de Kumamoto, no sul do Japão. Equipes de resgate realizaram buscas no segundo dia, enquanto sete pessoas permaneciam desaparecidas. O tremor causou danos estruturais, feridos e interrupções de serviços na região.
As operações de resgate concentraram-se no shopping Aeon Mall, na cidade de Kashima, onde parte do segundo andar desabou. Uma explosão subsequente destruiu parte da estrutura, e autoridades investigam se o incidente foi causado por vazamento de gás. Um comerciante relatou ter ouvido a explosão “como uma bomba” cerca de uma hora após o alerta de tremor.
O impacto do sismo foi sentido em diversas áreas. Na fábrica da Nippon Paper Industries, em Yatsushiro, o desabamento de uma chaminé deixou trabalhadores presos. Em Kagoshima, pelo menos 30 pessoas ficaram feridas, e um hospital em Yatsushiro recebeu cerca de 40 vítimas. O governo da província de Kumamoto informou que bombeiros, policiais e Forças de Autodefesa atuaram nas buscas.
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, declarou que o terremoto provocou danos em estradas, pontes e edifícios, além de incêndios e interrupções no fornecimento de energia. Cerca de 300 mil pessoas foram orientadas a procurar abrigos, e a Agência Meteorológica alertou para a possibilidade de novos tremores e deslizamentos de terra.

