Keiko Fujimori assumiu a presidência do Peru em 28 de julho, tornando-se a primeira mulher a comandar o país. Eleita com margem estreita, ela encabeça o retorno do fujimorismo ao poder após mais de vinte e cinco anos, em um momento de forte polarização política.
A nova presidente assume em um cenário de intensa divisão política e territorial. Sua campanha focou na promessa de restaurar a segurança pública e impulsionar o crescimento econômico, ao mesmo tempo em que deve gerir a herança política complexa do país. O fujimorismo, movimento conservador ligado ao governo anterior, combina liberalismo econômico com políticas rígidas de combate ao crime.
O legado do ex-presidente Alberto Fujimori, falecido em 2024, permanece controverso. Enquanto apoiadores veem estabilidade, críticos associam seu período a violações de direitos humanos e corrupção. A nova gestão terá como prioridade o combate à criminalidade, anunciando medidas como a ampliação de videomonitoramento e a construção de quatro presídios de segurança máxima.
O desafio de governabilidade é grande, pois, embora o partido de Fujimori seja a maior força no Congresso, ele não possui maioria para governar sozinho. Além disso, o Peru se insere na disputa geopolítica entre Estados Unidos e China, com o Porto de Chancay, financiado por investimentos chineses de cerca de 3,5 bilhões de dólares, sendo um ponto estratégico.

