A maioria dos adultos que se aposenta carrega dívidas não imobiliárias, segundo análise de relatórios de crédito. Um estudo da LendingTree, que avaliou cerca de 40 mil perfis, constatou que 97,1% dos indivíduos entre 66 e 71 anos possuem um saldo mediano de US$ 11.349 em dívidas, excluindo hipotecas.
A dívida mediana é considerada mais representativa do perfil típico, pois evita a distorção causada por poucos indivíduos com endividamento muito alto. A composição desse montante inclui empréstimos de automóveis, que representam 33,3%, e saldos de cartão de crédito, com 31,7%. Empréstimos estudantis e pessoais somam 28,6% do total mediano.
O cartão de crédito configura-se como o principal problema financeiro, dado o custo do crédito. A taxa média anual (APR) em maio de 2026 foi de 20,94%. Esse custo se torna crítico, pois os juros de dívidas de cartão de crédito crescem mais rapidamente do que o reajuste anual dos benefícios do Seguro Social, que subiu 2,8% em 2026.
O cenário é agravado pela queda no sentimento do consumidor, que registrou 44,8 em maio de 2026, um nível recessivo. Além disso, a capacidade de poupança das famílias diminuiu, indicando que os gastos superaram a renda esperada por muitos trabalhadores ao se prepararem para a aposentadoria.

