Motoristas de ônibus do Rio de Janeiro decidiram manter o estado de greve após a quinta rodada de negociação entre o Sindicato dos Rodoviários e o Rio Ônibus terminar sem acordo na quarta-feira (22), no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-RJ). A categoria continua autorizada a paralisar a qualquer momento, embora o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Sebastião José, afirme que não há previsão de nova greve neste momento.
Na audiência de conciliação, os empresários mantiveram a proposta de reajuste salarial de 5% e de 6% na cesta básica. Segundo a representação patronal, essa oferta representa o limite financeiro das empresas. O Rio Ônibus declarou que as cláusulas sociais seriam mantidas, argumentando que a proposta supera índices negociados em outras capitais.
O Sindicato dos Rodoviários rejeitou a oferta, contestando os valores. A entidade explicou que, após os descontos, a cesta básica ficaria em aproximadamente R$ 640, valor considerado insuficiente. Além disso, o dirigente Sebastião José criticou o intervalo intrajornada de 30 minutos, alegando que muitas empresas não oferecem estrutura adequada, o que tornaria o período uma “fraude”.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) esclareceu que sua ação trata de cláusula de 2023 e não interfere no dissídio coletivo. O desembargador responsável pela mediação informou que o processo seguirá tramitando, mas uma nova audiência pode ser marcada se houver avanço nas tratativas. Diante do impasse, a categoria realizará assembleia nesta quinta-feira (23), às 16h, para definir os próximos passos da mobilização.

