A expansão acelerada dos data centers voltados à inteligência artificial está redefinindo o mercado global de energia limpa. Empresas de tecnologias limpas atraíram um volume recorde de capital no primeiro semestre de 2026, impulsionadas pela necessidade de suprir a demanda energética dessas estruturas.
O crescimento dos centros de processamento de dados, essenciais para a computação em nuvem e serviços digitais, elevou a necessidade de eletricidade em diversos países. Essa demanda abriu espaço para soluções de geração limpa, especialmente nos segmentos geotérmico e nuclear de nova geração, direcionando recursos de investidores para companhias com capacidade de atender ao consumo crescente.
Segundo a imprensa, foram realizadas cento e cinquenta e três ofertas públicas iniciais (IPOs) e operações de aquisição em tecnologias limpas nos seis primeiros meses de 2026, o maior volume já registrado para o período. Além disso, os investimentos de capital de risco no setor cresceram cinquenta e cinco% em relação ao ano anterior, totalizando US$ 26 bilhões, o maior patamar em quatro anos.
Entre os destaques, a Fervo Energy, especializada em energia geotérmica, levantou cerca de US$ 1,9 bilhão em sua abertura de capital. A X-Energy, desenvolvedora de pequenos reatores nucleares, captou aproximadamente US$ 1 bilhão. Analistas preveem que a busca por novas fontes de energia continuará elevada, com muitas empresas privadas recorrendo ao mercado de capitais para financiar a expansão.

