A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada pelo Ministério da Saúde e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), passará a coletar amostras de sangue e urina dos participantes pela primeira vez. O objetivo é ampliar dados sobre a população brasileira para estimar fatores de risco, monitorar doenças e subsidiar políticas públicas de saúde.
A pesquisa, que já foi realizada em 2013 e 2019, ocorrerá em duas etapas. Na fase inicial, entrevistadores do IBGE aplicam questionários em domicílios selecionados, abordando hábitos de vida, renda e uso de serviços de saúde, além de aferir pressão arterial, peso e altura. A coleta laboratorial, inédita, será realizada entre julho e outubro, com voluntários de 35 anos ou mais em capitais e regiões metropolitanas.
Os exames previstos incluem hemograma, perfil lipídico, hemoglobina glicada, creatinina, ácido úrico, sódio, potássio, sorologia para chikungunya e dosagem de chumbo e mercúrio. Segundo o Ministério da Saúde, essas análises permitirão produzir indicadores sobre doenças crônicas, função renal e exposição a contaminantes ambientais.
O Ministério da Saúde declarou que a inclusão dos exames laboratoriais amplia o potencial da PNS para identificar desigualdades em saúde e acompanhar as mudanças no perfil epidemiológico da população. A coleta será feita em casa do participante por um profissional de laboratório parceiro, seguindo normas sanitárias e éticas.

