O Projeto Muçununga, na Bahia, visa emitir cerca de 500 mil créditos de carbono ao longo de 40 anos. A iniciativa, que começou em julho de 2025, restaura 1.242 hectares de Mata Atlântica em oito municípios do sul do estado.
O projeto é desenvolvido pela Biomas e pela Carbon2Nature Brasil em áreas da Veracel Celulose. As empresas utilizam 105 espécies nativas e organizam 320 áreas de 1 a 20 hectares ao redor das plantações de eucalipto. Segundo as empresas, os primeiros créditos serão emitidos em 2029, após auditoria independente verificar a remoção de dióxido de carbono da atmosfera.
A comercialização dos certificados será a principal fonte de receita. A Biomas, cujos acionistas incluem Itaú, Marfrig e Vale, aportou R$ 15 milhões na fase inicial. Além disso, o BNDES aprovou financiamento de R$ 87,2 milhões pelo Fundo Clima em maio de 2026.
Marcelo Pereira, diretor de Restauração Florestal e Projetos de Carbono da Biomas, comparou a iniciativa a um projeto de infraestrutura, afirmando que o volume significativo de capturas ocorre entre o 10º e o 20º ano. Os certificados de alta integridade buscam atender a padrões como os CCB, garantindo diversidade e impacto social.


