Uma disputa por uma casa de luxo, avaliada em cerca de R$ 2 milhões, em Riviera de São Lourenço, Bertioga, foi levada ao “Tribunal do Crime” do Primeiro Comando da Capital (PCC), segundo o Ministério Público de São Paulo. O conflito, entre um vendedor e um comprador, foi investigado por envolver ligações com empresários suspeitos de lavagem de dinheiro.
A investigação do Ministério Público de São Paulo apurou que o impasse sobre a compra e venda do imóvel foi resolvido paralelamente à justiça comum, através da estrutura interna da facção. Provas encontradas em telefones apreendidos, incluindo um áudio de reunião em um grupo de WhatsApp, indicam a participação de supostos líderes do PCC no julgamento.
Segundo os promotores, o vendedor teria buscado apoio de indivíduos ligados à facção para mediar a situação. Mensagens analisadas mostram que o comprador não compareceu ao encontro sozinho, estando acompanhado de pessoas ligadas ao grupo criminoso, o que levou o caso à decisão da organização.
A apuração sustenta que o vendedor aceitou participar desse julgamento paralelo, tratando integrantes do PCC como “irmãos”. O Ministério Público entende que ele aceitava seguir as normas da facção, embora negue pertencer oficialmente à organização. O caso não seria isolado, havendo indícios de que o vendedor já buscou apoio do PCC em outra disputa anterior na capital paulista.


