O Ministério Público de São Paulo deflagrou uma operação para desarticular uma organização financeira clandestina ligada ao crime organizado. A investigação aponta que o indivíduo, apontado como líder do Primeiro Comando da Capital (PCC) e responsável pelo abastecimento do tráfico na Cracolândia, era um dos principais clientes da rede.
A operação visa desmantelar a estrutura logística do crime, que utilizava operadores para dar aparência de legalidade a recursos obtidos ilicitamente. Segundo o MPSP, esses prestadores de serviço de bancarização facilitavam transações de alto valor. Foram localizadas movimentações feitas por um indivíduo investigado, que usava a rede para adquirir bens em dinheiro vivo sem utilizar seu nome.
Mesmo detido, o líder do PCC manteve influência sobre a região central de São Paulo por meio de parentes e emissários. O governo do Estado havia relatado que ele articulava a intimidação de funcionários da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) e a cobrança de propina para barrar a remoção de famílias do Moinho.
As investigações indicam que a região do Moinho funcionava como central de operações do crime organizado. Hotéis e pensões seriam usados para lavar dinheiro e estocar drogas, enquanto ferros-velhos atuavam como receptores de fios de cobre roubados. Nesses locais, dependentes químicos eram submetidos a condições análogas à escravidão.

