O Ministério Público Federal (MPF) instaurou inquérito civil para investigar a suspeita de contaminação por metais pesados em moradores da zona rural de Alto Horizonte, Goiás. A investigação, iniciada após representação da ACPRAM, foca na possível relação entre a atividade da Mina Chapada e a exposição humana e ambiental.
Os laudos toxicológicos apresentados indicam concentrações classificadas como “severamente anormais” de arsênio, chumbo, cádmio, cromo, antimônio e tálio em residentes da região. Além da saúde humana, o MPF analisará a qualidade da água de consumo, com denúncias de que a água de uma cisterna rural apresenta parâmetros acima dos limites de potabilidade.
O procurador da República determinou inspeções técnicas, novas coletas de amostras de água e solo, e perícia multidisciplinar. O MPF também requisitará o histórico de licenciamento ambiental da Mina Chapada e informações à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e à Agência Nacional de Mineração (ANM).
A empresa controlada pelo grupo Lundin Mining afirmou que suas operações seguem a legislação ambiental e que colabora com as autoridades. A ACPRAM relatou, ainda, danos ambientais, como mortandade de peixes e bovinos, e a hipótese de uma “pluma de contaminação” ao longo dos cursos d’água.

