O presidente do Conselho Regional de Contabilidade de Goiás (CRCGO), Marcelo Cordeiro, alertou que a implantação do CNPJ alfanumérico, que começa em 31 de julho de 2026, não exige alteração para quem já possui registro. Ele orienta que o foco dos empresários deve ser a atualização dos sistemas tecnológicos, pois o principal risco é operacional.
A Receita Federal iniciará a emissão de CNPJs no novo formato, que combinará letras e números, mantendo os 14 caracteres. Segundo Cordeiro, o maior desafio é que sistemas antigos, preparados apenas para números, podem falhar ao processar os novos registros alfanuméricos, impedindo a emissão de documentos fiscais ou integrações.
O presidente do CRCGO recomendou que as empresas realizem um levantamento completo de todas as plataformas utilizadas, como ERPs e sistemas contábeis. A adequação não se limita à digitação de letras, mas exige revisão de bancos de dados, máscaras de preenchimento e regras de validação. Os sistemas precisarão operar simultaneamente com os formatos numéricos e alfanuméricos.
A transição será gradual, e os dois modelos coexistirão por tempo indeterminado. A Receita Federal informou que haverá interrupções temporárias na base nacional do CNPJ entre os dias 23 e 30 de julho. Cordeiro reforçou que a orientação é de prevenção, e não de preocupação, para evitar transtornos fiscais e comerciais.


