Uma publicitária de 47 anos denunciou o ex-marido, um capitão da Polícia Militar de São Paulo, por episódios de violência doméstica e ameaças. As agressões ocorreram durante os cinco anos de casamento, período em que a denunciante estava grávida. A Corregedoria da PM investiga a conduta do oficial, que foi afastado das ruas em 2024.
A denunciante afirmou que os episódios de violência começaram com tentativas de afastá-la de amigos e parentes. Posteriormente, os relatos incluíram agressões físicas e ameaças com o uso de arma. Uma discussão gravada serviu de base para a primeira denúncia de violência doméstica, e a Justiça havia concedido duas medidas protetivas à mulher, em 2021 e 2025.
A denunciante também procurou a Corregedoria e a Ouvidoria da Polícia Militar para registrar as reclamações. Ela alegou ter sofrido intimidações durante a separação, atribuindo parte dessas ações a um irmão do ex-marido, que também é capitão da PM e trabalha na Corregedoria.
Em relação aos filhos do casal, o ex-marido obteve a guarda provisória dos dois filhos, de sete e nove anos. A decisão considerou alegações de que a denunciante não teria condições financeiras para cuidar das crianças. A publicitária contesta essa decisão e recorreu ao processo judicial.


