A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alertou que a soroterapia, prática de administração intravenosa de nutrientes, não possui evidências científicas que comprovem benefícios para pessoas saudáveis. O procedimento, que ganhou popularidade nas redes sociais, apresenta riscos como infecções e excesso de vitaminas.
A autarquia declarou que a administração intravenosa de nutrientes, medicamentos e outras substâncias deve ocorrer apenas para tratar deficiências clinicamente diagnosticadas e sob orientação de profissional de saúde competente. A soroterapia, que promete energia e imunidade reforçada, não tem comprovação científica para melhorar a saúde de indivíduos sem deficiência comprovada.
Além dos riscos de infecções, reações alérgicas e tromboses, a agência sanitária adverte sobre a hipervitaminose. O excesso de vitaminas, quando usado sem necessidade, pode causar sintomas como náuseas, vômitos, dor de cabeça e alterações em órgãos como fígado e rins.
Conselhos regionais de medicina também se manifestaram sobre o tema. O presidente do Conselho Regional de Medicina da Paraíba, Bruno de Souza, expressou preocupação com a divulgação da terapia por influenciadores digitais, afirmando que os benefícios alegados não encontram respaldo científico consistente. O Conselho Regional de Medicina de Goiás também apontou o movimento de mercado impulsionado por falsas promessas.


