A compra de um guaxinim empalhado, adquirido em Dallas, Texas, nos Estados Unidos, levanta questões sobre a legalidade da taxidermia e sua importação. As regras variam entre os países, exigindo documentação específica para o transporte de produtos de origem animal.
Nos Estados Unidos, a venda de animais empalhados é permitida no Texas, desde que o vendedor possua licença, pois a pele de guaxinins tratados não se enquadra na lei de vida selvagem. O souvenir, que custou cerca de R$ 3,8 mil, foi comprado em uma loja de itens típicos do Velho Oeste americano.
No Brasil, a legislação federal não trata diretamente da taxidermia, mas a Lei de Proteção à Fauna veta o comércio de produtos que envolvam a exploração de fauna silvestre, salvo exceções. O advogado especialista Fábio Ishisaki afirmou que a falta de comprovação de procedência caracteriza descumprimento da lei.
Para a entrada no país, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) regula a importação de animais empalhados. É necessária autorização prévia do MAPA, documentação sanitária e o produto não pode apresentar sinais de organismo infestante. O viajante deve declarar o item na alfândega e se apresentar à Vigilância Agropecuária Internacional (VIGIAGRO).

