As novas regras europeias obrigaram a Binance a suspender serviços no bloco, forçando a saída de usuários. A corretora afirma que a maior parte dos recursos sacados seguiu para carteiras de autocustódia, onde os usuários controlam seus ativos.
A plataforma sustenta que a restrição de acesso não impede a atividade cripto, mas sim a desloca para fora do ambiente regulamentado. Segundo a Binance, os usuários migram para locais com menos salvaguardas e menor visibilidade para autoridades. A exigência europeia, sob a regra MiCA, demandava licença para operar até 1º de julho, prazo que a corretora não cumpriu.
A autoridade europeia de supervisão, a ESMA, orientou reguladores a negar o pedido da Binance devido a falhas no combate à lavagem de dinheiro e ao histórico da empresa. A corretora defende que as plataformas intermediadas oferecem suporte e cooperação com a polícia, algo que carteiras de autocustódia não proporcionam.
Enquanto isso, no Brasil, o Banco Central também intensifica o controle, exigindo autorização de funcionamento das corretoras até 30 de outubro. O setor alerta que regras muito rígidas podem empurrar a atividade para o mercado paralelo e para a autocustódia, risco que a Binance aponta na Europa.

