A Petrobras, principal acionista da Braskem, avalia injetar capital na petroquímica para auxiliar na reestruturação de um passivo que se aproxima de R$ 50 bilhões. A medida surge como alternativa à recuperação judicial, processo que poderia elevar custos e comprometer o valor das ações.
A companhia tem acompanhado a situação da investida e intensificou esforços para lidar com o passivo. Em junho, a Braskem elegeu Magda Chambriard, CEO da Petrobras, para a presidência do conselho de administração, substituindo um executivo ligado à Novonor. O conselho foi reformulado, e a Petrobras passou a ter direito a três indicações.
Inicialmente, o plano era apresentar aos credores uma reestruturação extrajudicial da dívida, propondo alongamento de prazos, redução de juros e carência. Contudo, os credores rejeitaram a proposta, principalmente por não aceitarem o corte de dois pontos percentuais na taxa aplicada aos instrumentos de dívida sem garantia.
Com as opções limitadas, a empresa pode recorrer à recuperação judicial ou depender de um aporte de capital. No entanto, a capacidade de investimento da Petrobras gera questionamentos, visto que seus investimentos caíram 19,1% no primeiro trimestre, para US$ 5,1 bilhões, e seu fluxo de caixa livre sofreu decréscimo de 22,9% nos últimos doze meses.

