A estratégia de baldes protege aposentados de serem forçados a vender ativos em momentos de queda do mercado. O método separa as reservas financeiras em segmentos distintos, baseados no horizonte de tempo em que o dinheiro será necessário, mitigando o risco de perdas em crises.
A volatilidade do mercado representa um risco real para aposentados, pois o saque de um portfólio pode exigir a venda de ações em preços baixos para cobrir despesas. Por isso, a sequência de retornos se torna mais importante que o retorno médio. A estratégia de baldes divide as economias em segmentos, cada um com propósito e tolerância a risco definidos.
O primeiro balde cobre despesas essenciais de um a três anos, mantendo o capital em instrumentos de alta liquidez, como contas de poupança ou títulos do Tesouro. Assim, em uma queda de 20%, o aposentado utiliza esse fundo sem tocar nas posições de ações. O segundo balde, que abrange de três a dez anos, funciona como ponte, contendo investimentos conservadores que se reabastecem com juros e dividendos.
O terceiro balde, destinado a horizontes superiores a dez anos, concentra ações e fundos de crescimento. Esse capital pode absorver ciclos de volatilidade, pois o tempo permite a recuperação do mercado. A estrutura garante que os baldes iniciais absorvam a pressão de gastos durante as quedas, enquanto o terceiro balde permanece intacto para crescer e combater a inflação.

