Jogadores com mais de 35 anos representam cerca de 6% dos elencos em Copas do Mundo, como a de 2026. Impulsionados por avanços científicos e contratos lucrativos, esses atletas buscam prolongar suas carreiras no esporte de elite.
A presença de jogadores mais velhos no torneio reflete mudanças no esporte. O goleiro cabo-verdiano de 40 anos, Vozinha, por exemplo, chamou atenção ao não sofrer gols na estreia de seu país e levar a seleção a um jogo contra a Argentina até a prorrogação. Lionel Messi, de 39 anos durante o evento, também teve atuação crucial, marcando o gol de empate contra o Egito nas oitavas de final e estabelecendo recordes.
Os ganhos de desempenho são atribuídos a novas metodologias de treinamento. Em vez da antiga filosofia de “correr até cair”, as estratégias atuais focam na reparação de tecidos e recuperação de energia, conforme explicou Riley Williams, diretor do Centro Médico de Excelência da FIFA no Hospital for Special Surgery.
A tecnologia auxilia nesse processo. Sensores em roupas e coletes GPS monitoram frequência cardíaca, sono e distância percorrida. Segundo Claudius Müller, cientista esportivo da Catapult, essa tecnologia permite aos treinadores ajustar o tempo de jogo com precisão e auxiliar médicos na detecção precoce de infecções.
Além disso, a abordagem disciplinada e o controle de dieta e recuperação tornaram-se essenciais. Ronaldo, aos 41 anos, foi o jogador mais velho a entrar em campo na Copa do Mundo de 2026, e ambos os atletas se tornaram bilionários após acordos de patrocínio e contratos.


