Dez anos após a publicação da “Ponte para o Futuro”, o ex-presidente Michel Temer lançou o documento “Estrada para o Futuro”. O texto, enviado a presidenciáveis, propõe que o próximo governante convoque os Poderes e a sociedade civil para um pacto de união nacional logo nos 10 primeiros dias de mandato.
Segundo Temer, o Brasil precisa abandonar a disputa baseada em nomes e focar em projetos estruturantes. O emedebista avalia que a radicalização política, iniciada pelo lulismo e replicada pelo bolsonarismo, prejudica a harmonia institucional e a eficiência do Estado. Para o ex-presidente, a solução reside no cumprimento rigoroso da Constituição e na adoção de uma liturgia adequada ao exercício do poder.
Sobre a agenda externa, o ex-presidente defendeu a cooperação internacional no combate ao crime organizado, sugerindo que o governo brasileiro atue em conjunto com agências estrangeiras, como o FBI e o DEA, em vez de priorizar embates retóricos sobre soberania. Ele também minimizou a atuação de parlamentares em Washington, afirmando que qualquer esforço para reduzir tarifas comerciais deve ser bem-vindo.
Ao ser questionado sobre sua atuação profissional recente, Temer explicou que seu escritório prestou consultoria técnica ao Banco Master, mas que a mediação de interesses junto ao governo do Distrito Federal e ao BRB foi encerrada por inviabilidade comercial. O ex-presidente reiterou que não pretende participar ativamente de palanques eleitorais, limitando-se a colaborar com o debate de ideias.

