Neste 9 de julho, a memória da Revolução Constitucionalista de 1932 resgata o papel de Armando de Salles Oliveira. O engenheiro e ex-governador paulista, figura central do movimento, enfrentou uma campanha de difamação que utilizou o antissemitismo como arma política para deslegitimar sua atuação pública.
A estratégia de ataque contra Armando de Salles Oliveira foi liderada por intelectuais da Ação Integralista Brasileira, entre eles Gustavo Barroso. O grupo utilizava teorias conspiratórias importadas da Europa, como a fraude histórica dos “Protocolos dos Sábios de Sião”, para rotular adversários políticos como agentes de uma suposta conspiração internacional. A ausência de provas era apresentada pelos difamadores como uma evidência da habilidade dos supostos conspiradores em ocultar seus rastros.
A análise histórica aponta que o antissemitismo político da época não dependia da realidade, mas da utilidade estratégica para destruir reputações. Especialistas observam que, embora o vocabulário tenha se modernizado, a estrutura de fabricação de inimigos invisíveis persiste no debate público contemporâneo. A proteção da verdade histórica é apontada como um pilar essencial para a manutenção da democracia, evitando que o debate racional seja substituído por narrativas de ódio.

