O aumento dos juros reais dos títulos públicos atrelados à inflação reduziu o capital necessário para garantir uma aposentadoria de R$ 10 mil por mês. Segundo cálculos de João Debom, sócio da Alude Capital, o montante exigido caiu R$ 537.982 na comparação com o cenário de taxas a 5,5% ao ano.
Para obter uma renda mensal de R$ 10 mil, o investidor precisava acumular R$ 2.181.818 quando a taxa real era de 5,5%. Com o patamar atual de 7,30% ao ano, o valor necessário para atingir o mesmo objetivo recuou para R$ 1.643.836. O cálculo utiliza o modelo de perpetuidade, no qual o investidor consome apenas o juro real, preservando o principal corrigido pelo IPCA.
Caso as taxas dos títulos longos alcancem 8% ao ano, o capital necessário cairia para R$ 1,5 milhão. Debom explica que a meta de patrimônio é dinâmica e varia conforme as condições de mercado. O especialista alerta, contudo, que o prêmio elevado reflete a percepção de risco fiscal, o que pode gerar volatilidade nos papéis devido à marcação a mercado.


