A seleção brasileira foi eliminada na Copa América de 1991, no Chile, sob o comando de Paulo Roberto Falcão. A campanha foi criticada pela imprensa e torcida. Contudo, a passagem do técnico, que assumiu aos 36 anos, é reconhecida pela renovação de talentos que beneficiaram o time em anos seguintes.
A eliminação ocorreu após uma campanha irregular, que incluiu vitórias sobre a Bolívia e o Equador, mas também derrotas para a Colômbia e a Argentina. Na época, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) havia demitido Sebastião Lazaroni após a Copa de 1990, e Falcão aceitou o desafio em 16 de agosto daquele ano.
Questionado sobre sua inexperiência técnica, o ex-atleta declarou: “Podem me chamar de inexperiente, jamais de burro”. Apesar da pressão e do mau desempenho inicial, a gestão de Falcão promoveu mudanças importantes no elenco.
O técnico deu oportunidade a jogadores como Cafu, que se tornou capitão do pentacampeonato em 2002, e a Leonardo, Mauro Silva e Márcio Santos, que foram tetracampeões em 1994. Essa renovação é considerada um marco na história da seleção.

