Arqueólogos na Turquia descobriram tabletes de pedra que detalham um caso de fraude fiscal de 1.600 anos no Império Romano. Os artefatos, encontrados em Stratonikeia, mostram que a corrupção, que durou mais de uma década, foi criminalizada com pena de morte em 480 d.C.
Os tabletes, inicialmente vistos como inscrições funerárias, fornecem dados cruciais sobre um esquema de corrupção generalizado. Por volta de 465 d.C., oficiais romanos receberam queixas sobre fiscais em Ásia Menor que emitiam recibos de pagamento sem registrar os valores exatos. Os agentes registravam números menores para o tesouro imperial em Constantinopla e retinham o excedente.
O problema persistiu por cerca de 15 anos até que o Prefeto Pretoriano Flavius Illus Pusaeus Dionysius atuasse em 480 d.C. Para coibir a prática, Dionysius ameaçou retirar bens de um enviado especial e emitiu um decreto severo: qualquer um condenado ao esquema seria executado.
Um historiador da Universidade de Varsóvia comentou que a decisão de impor a pena capital pode ter sido motivada por um ato de desafio à autoridade imperial. Segundo o especialista, o ato representava “uma espécie de rebelião ou afronta à autoridade do imperador”.


