A Justiça do Pará condenou o Município de Santarém e o Instituto Panamericano de Gestão (IPG) a pagar R$ 500 mil por danos morais aos pais de uma jovem. A sentença, proferida na última quinta-feira (6), reconheceu a responsabilidade solidária dos entes pela morte ocorrida em abril de 2019.
O magistrado Claytoney Passos Ferreira, da Vara da Fazenda Pública, concluiu que houve falha na organização do serviço público de saúde. A jovem deu entrada no Hospital Municipal de Santarém (HMS) em 18 de abril de 2019 com quadro de gravidez ectópica rota, uma emergência cirúrgica.
Segundo a decisão, a paciente aguardou quase duas horas pela chegada do anestesista, que não estava na unidade, e sofreu parada cardiorrespiratória. A primeira transfusão de sangue ocorreu cerca de oito horas e meia após a internação. O juiz apontou falhas no monitoramento e indisponibilidade de leito de UTI.
A defesa alegou que a paciente teria omitido a gravidez e que as falhas seriam exclusivas do IPG. O magistrado rejeitou os argumentos, afirmando que não houve comprovação de ocultação e que as falhas estruturais não seriam justificadas.


