Paulo Angelito, auditor fiscal da Receita Federal, propôs a criação de um limite de perdas em plataformas de apostas, vinculado à renda de cada jogador. A sugestão, feita em entrevista, inclui também o bloqueio de transferências via Pix para sites não autorizados e a proibição de publicidade do setor.
O pré-candidato a deputado federal defendeu que as plataformas de apostas consultem as informações fiscais dos apostadores para determinar o valor máximo que cada um pode perder. Esse limite seria definido pelo CPF e seria proporcional à renda declarada no Imposto de Renda. Angelito afirmou que a proibição total das apostas é inviável, mas que é possível criar mecanismos para reduzir a exposição do brasileiro a essas empresas.
Para combater o mercado clandestino, Angelito sugeriu que as autoridades utilizem a estrutura do Banco Central para impedir que instituições financeiras realizem pagamentos via Pix a empresas não licenciadas. Ele argumentou que o bloqueio dos meios de pagamento atinge diretamente a fonte de receita dos sites ilegais, que operam mesmo fora do país.
Além disso, o auditor propôs a restrição de horários de funcionamento das plataformas e o fim dos bônus oferecidos. Angelito também defendeu que as empresas autorizadas identifiquem sinais de dependência e interrompam o acesso de apostadores com comportamento compulsivo. Ele comparou a necessidade de regulamentação às regras impostas à publicidade de cigarros.

