Um estudo do Instituto Nexus revelou que metade dos brasileiros percebe os pais atuais como menos presentes na criação dos filhos em comparação com gerações anteriores. Apesar dessa percepção, oito em cada dez entrevistados consideram a importância da figura paterna como alta ou muito alta na vida dos jovens.
A pesquisa, que entrevistou 2.013 pessoas em diversas regiões do país, demonstrou diferenças de visão entre homens e mulheres. Entre as mulheres, 56% acreditam que a participação dos pais diminuiu, enquanto 31% veem maior presença. Para os homens, a percepção é dividida, com 44% afirmando que a participação aumentou e outros 44% dizendo que ela reduziu.
Ao definir o que é um bom pai, 49% da população apontou a presença diária como característica principal. Essa visão é mais forte entre as mulheres, para quem a presença diária é o fator mais relevante, superando os 45% registrados entre os homens. Em contrapartida, 21% do público masculino e 17% do feminino citaram a imposição de limites como atributo principal.
Marcelo Tokarski, CEO do Instituto Nexus, comentou que o discurso social sobre a paternidade evoluiu mais rápido que a prática. Ele afirmou: “O brasileiro já consolidou a ideia de que o bom pai é aquele presente no dia a dia, deixando para trás a figura do mero provedor financeiro. O desafio agora está na prática”.


