A Amazon enfrenta uma ação coletiva em um tribunal federal de Seattle, nos Estados Unidos, por suposta propaganda enganosa na venda de frutos do mar. Consumidores acusam a empresa de usar alegações ambientais, como ‘sustentável’ e ‘de origem responsável’, sem evidências suficientes para comprovar a sustentabilidade dos produtos.
O processo alega que a Amazon pratica o chamado greenwashing, utilizando mensagens ambientais para criar uma percepção de responsabilidade ecológica sem o devido suporte factual. Entre os termos contestados estão “seguro para golfinhos”, “de origem responsável”, “sustentável” e “MSC Certified Sustainable Seafood”. Os autores da ação, residentes de Los Angeles e Chicago, afirmam que teriam comprado menos ou não teriam comprado os itens se a empresa fornecesse informações claras sobre a origem dos produtos.
Um ponto central da denúncia é a falta de rastreabilidade dos frutos do mar. Os consumidores questionam se é possível rastrear os produtos comercializados como sustentáveis até as embarcações de pesca e os métodos de captura. A ação aponta que a maioria dos barcos pesqueiros não oferece rastreamento público, e que, segundo o processo, pelo menos um quinto dos frutos do mar selvagens importados não possui origem responsável.
Os autores buscam indenização compensatória, punitiva e a restituição de valores aos consumidores elegíveis, acusando a Amazon de violar leis de proteção ao consumidor do estado de Washington. O processo coloca em debate a clareza das expressões ambientais usadas no varejo, como “sustentável”, para verificar as condições de obtenção dos alimentos.


