Os Estados Unidos intensificaram a pressão econômica e política sobre Cuba, e o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que manterá o cerco até a mudança de regime. A ofensiva visa restringir alternativas econômicas de Havana e dificultar o acesso da ilha a recursos vitais.
A administração norte-americana adotou cerca de duas dezenas de medidas contra a ilha, atingindo setores estratégicos e indivíduos. Rubio declarou que o objetivo é eliminar as “válvulas de escape” que permitem ao governo cubano contornar as sanções. Segundo ele, “Cada vez que eles criam um novo mecanismo para tentar sair do laço, nós simplesmente o fechamos”.
Desde o início da ofensiva, os EUA sancionaram cerca de 40 entidades, incluindo empresas estrangeiras e conglomerados estatais dos setores de combustíveis, mineração e finanças. Além disso, pelo menos 38 pessoas foram alvo de restrições de vistos ou sanções econômicas. A pressão também se estende a outros países, pressionando-os a interromper acordos relacionados ao programa cubano de exportação de médicos.
A estratégia de Rubio associa a pressão econômica a uma possível transformação política em Cuba. O governo norte-americano busca identificar interlocutores para uma eventual transição, mantendo contatos com setores da elite cubana. A deterioração econômica da ilha, marcada por escassez de combustíveis e medicamentos, é um fator agravante. A relação de Cuba com a Venezuela, que fornecia até 100 mil barris de petróleo por dia, piorou, segundo o secretário.
Apesar do risco de sanções, companhias americanas ampliaram participação em segmentos como fornecimento de combustíveis. Dados mostram que as exportações norte-americanas de combustíveis para Cuba somaram US$ 96 milhões nos primeiros seis meses do ano, com mais da metade desse valor concentrada em junho.


