O Tribunal do Júri absolveu dois policiais militares por morte de um homem em Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo. A decisão, tomada no dia 30, será contestada pelo Ministério Público e por assistentes de acusação, que alegam que a absolvição é contrária às provas apresentadas.
Novas imagens de câmeras corporais mostram os policiais militares atirando em um homem que estava desarmado e com as mãos para cima em uma residência da favela. O caso ocorreu em julho do ano passado. A defesa dos agentes sustentou que as imagens representam apenas um recorte da ocorrência, podendo gerar interpretações equivocadas.
Os advogados que representam os familiares da vítima afirmaram respeitar a soberania do Tribunal do Júri, mas declararam que a absolvição foi “manifestamente contrária às provas produzidas nos autos”. Eles informaram que recorrerão da sentença para submeter a decisão ao reexame do Tribunal de Justiça.
O coronel Emerson Massera, porta-voz da corporação, disse que a análise das câmeras indicou que a morte não seguiu os padrões esperados, e que os agentes foram presos em flagrante. O 16° Batalhão da PM, ao qual os policiais pertencem, é apontado como o mais letal da capital paulista, com 398 mortes em sua área nos últimos 12 anos, segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.


