Arábia Saudita, Turquia e Paquistão assinaram, nesta sexta-feira, 7, em Meca, um acordo de defesa conjunta. O pacto estabelece reação coletiva caso qualquer um dos três países sofra um ataque armado. A aliança une forças relevantes do mundo muçulmano.
O novo compromisso não substitui acordos bilaterais ou multilaterais já existentes entre os signatários. A Turquia, que integra a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), possui o segundo maior contingente militar da aliança. O Paquistão é o único país de maioria muçulmana com armas nucleares, e a Arábia Saudita figura entre os maiores exportadores de petróleo do mundo.
A assinatura acontece após meses de deterioração da segurança regional. Desde fevereiro, o reino saudita tem sido alvo de ataques atribuídos ao Irã, aos houthis do Iêmen e a milícias xiitas do Iraque. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, e o chefe do Exército do país, Asim Munir, reuniram-se em Meca com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, e o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman.
As negociações para o pacto se estenderam por quase um ano. Antes do acordo, os países já mantinham cooperação militar. O Paquistão fornece treinamento e assistência técnica às forças sauditas há décadas, e a Turquia e o Paquistão realizaram intercâmbios com navios de guerra e aeronaves de treinamento.


