O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para que seus filhos o visitassem no Dia dos Pais. A decisão manteve a suspensão de visitas ao ex-presidente pelo prazo de 30 dias, medida aplicada após a constatação de descumprimento de cautelares.
A solicitação, apresentada em caráter excepcional, buscava autorização para que os filhos do ex-presidente estivessem com ele durante a tarde de domingo. A Corte havia determinado que, durante o período de restrição, apenas profissionais de saúde e advogados constituídos têm acesso liberado ao ex-presidente.
A defesa alegou que o pedido possuía caráter estritamente humanitário e familiar, citando a importância da data para preservar os vínculos entre pai e filhos. Contudo, a punição decorre da publicação de uma carta manuscrita de Bolsonaro, divulgada pelo filho Flávio Bolsonaro, que indicava o senador como porta-voz para pleito eleitoral.
Para o relator do processo, o ato violou a proibição de uso de redes sociais por parte do ex-presidente, configurando desvio de finalidade das concessões anteriores de visitação. Em outro trecho, Moraes havia determinado a suspensão das visitas do senador ao pai por 90 dias, em consequência da veiculação do manuscrito.

