A Kimberly-Clark, multinacional de produtos de papel, anunciou que identificou e avançou tecnologia patenteada para transformar fibras de hesperaloe em material para papel toalha. A iniciativa busca uma alternativa à celulose de madeira, em resposta à pressão crescente sobre o desmatamento global.
A empresa descobriu que o hesperaloe, planta que prospera no sudoeste dos EUA e exige baixo consumo de água, pode substituir a fibra convencional. Diferente das árvores, o hesperaloe pode ser cultivado em terras secas e de baixa qualidade, sendo colhido em menor tempo.
O desenvolvimento da fibra ocorrerá em uma fábrica piloto em Yuma, Arizona, onde a companhia trabalhará com produtores locais para validar o cultivo comercial. O projeto representa um investimento de cerca de US$ 250 milhões e envolve mais de 30 patentes ligadas à tecnologia.
Craig Slavtcheff, que auxilia no desenvolvimento do novo papel higiênico, declarou que o avanço é um marco de mais de duas décadas de expertise científica. Contudo, a companhia afirmou que os produtos derivados de hesperaloe ainda estão a anos de chegar às prateleiras, exigindo mais pesquisas para atingir a escala de manufatura global.

