Cães robóticos equipados com câmeras de inteligência artificial estão sendo implementados nos Estados Unidos para patrulhar data centers e proteger instalações, substituindo vigilantes humanos. A tecnologia, embora cara, apresenta economia anual de até US$ 130.000 por turno, ameaçando empregos de baixa qualificação.
A adoção de robôs de segurança tem crescido em setores como data centers e estádios. Segundo relatórios, a contratação de cães robóticos pode reduzir os custos de um turno 24/7 em US$ 80.000 a US$ 130.000 anualmente em comparação com vigilantes humanos. O cargo de segurança é importante para cerca de 1,3 milhão de pessoas, sendo 60,8% desses postos ocupados por pessoas negras, conforme dados do UC Berkeley Labor Center.
O setor enfrenta alta rotatividade, pois o salário mediano anual do vigilante era de US$ 38.390 em 2024. Damon Henry, CEO da empresa Asylon, comentou que o treinamento e a equipe dos robôs apresentam inconsistência, o que representa um grande ônus para as empresas. Henry informou que a empresa possui cerca de 50 robôs em 25 clientes no país.
Enrique Lopezlira, diretor do programa de trabalho de baixa remuneração do UC Berkeley Labor Center, explicou que o papel humano não será totalmente extinto. Ele afirmou que a função será direcionada para as partes mais complexas e de maior risco do trabalho, enfrentando pressões semelhantes às de outros trabalhadores afetados pela automação.

