A Justiça do Rio de Janeiro converteu a prisão em flagrante de um homem que atuava como falso médico em prisão preventiva. A decisão foi tomada após ele ser detido em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, durante atendimento domiciliar a uma criança de 10 anos com tumor cerebral.
A juíza Andressa Maria Ramos Raimundo determinou a custódia cautelar, alegando que a liberdade do suspeito representava risco direto à vida de outras pessoas. Segundo a magistrada, a utilização reiterada de documentos médicos alheios e a prescrição de medicamentos sem habilitação profissional demonstram a gravidade da conduta.
O homem foi detido após a mãe da criança notar inconsistências nas prescrições e consultar o Conselho Regional de Medicina. A investigação revelou que, desde outubro de 2025, ele realizava atendimentos em pelo menos seis ocasiões, emitindo encaminhamentos e receituários em nome de um profissional habilitado.
Na unidade policial, o suspeito foi autuado por exercício ilegal da medicina, uso de documento falso, falsa identidade, estelionato e por expor a saúde de outrem a perigo. A Polícia Civil investiga se ele também apresentou documentos falsos à empresa de home care que o contratou.

