Uma crise se instalou entre o gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a cúpula da Polícia Federal (PF) em relação ao processo de fraudes no INSS. O conflito se intensificou após Mendonça determinar que o diretor-geral da PF ficasse fora do caso, decisão que foi contestada pela corporação.
O embate começou quando o magistrado determinou que o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, não tivesse acesso a informações do inquérito. O chefe da PF rebateu a determinação, afirmando que a regra de não interferência em inquéritos de subordinados é seguida há mais de vinte anos. A investigação do INSS envolve o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apontado como suposto sócio oculto de um indivíduo preso no ano passado.
A tensão aumentou com outra ordem de Mendonça: a PF deveria juntar imediatamente todos os dados e perícias do caso aos autos. Além disso, o ministro exigiu que qualquer afastamento de policiais da equipe de investigação fosse comunicado previamente ao seu gabinete. A PF reagiu acionando a Advocacia-Geral da União (AGU) para uma medida jurídica contra a decisão.
Para tentar resolver o impasse, o advogado-geral da União, Jorge Messias, articulou reuniões entre o ministro da Justiça, Wellington César, e Mendonça. Também foi sugerida uma reunião entre Mendonça e Andrei Rodrigues, visando distensionar a relação entre o gabinete do relator e a PF.

