Um grupo de defesa não governamental argumenta que o Google deve ser obrigado a vender o navegador Chrome e proibido de pagar à Apple pela distribuição de seu motor de busca. A petição, apresentada ao Tribunal de Apelação do Distrito de Columbia, reforça a necessidade de propriedade independente do software.
A organização Public Knowledge defende que a propriedade independente do Chrome abriria o canal de distribuição controlado pelo Google, permitindo que o navegador tome decisões de privacidade e defina a integração com inteligência artificial. Em setembro de 2025, um juiz federal emitiu uma ordem que exigiu que o Google compartilhasse dados de busca com concorrentes qualificados e fornecesse resultados e anúncios sindicados a eles.
A ordem judicial também proíbe o Google de firmar contratos de distribuição exclusivos para o Google Search, Chrome, Google Assistant e Gemini por um período de seis anos. Contudo, a empresa pode continuar pagando por receita de anúncios ou distribuição à Apple e à Mozilla. O Departamento de Justiça e estados argumentaram perante o tribunal de apelação que a determinação de responsabilidade deve ser mantida e que o Google deveria ser impedido de remunerar a Apple e a Mozilla pela posição de motor de busca padrão.
O grupo Public Knowledge aponta que a venda do Chrome colocaria as decisões de rastreamento em uma instituição cujo sucesso depende de servir primariamente os usuários do navegador. Além disso, o desenvolvedor Firefox, Mozilla, alertou que poderia ser forçado a sair dos mercados de navegador e motor de busca se não recebesse pagamentos do Google pela distribuição de seu motor de busca.


