A UEFA manteve a ameaça de boicotar competições da FIFA e reiterou a perda de confiança na presidência de Gianni Infantino. A medida ocorre após o dirigente abandonar o projeto Fifa Forward Enterprise (FFE), que previa a venda de 20% dos ativos comerciais por US$ 4,2 bilhões.
A entidade europeia afirmou em comunicado oficial que o apoio público a Infantino não altera as condições exigidas para evitar o boicote. As associações da UEFA exigiram, primeiramente, a retirada das propostas de privatização das principais competições e, em segundo lugar, a garantia de que tais tentativas não se repetirão.
A crise pode afetar a Copa do Mundo Feminina Sub-20, marcada para 5 de setembro na Polônia, e a Copa do Mundo Feminina 2027, que será realizada no Brasil. O sindicato global de jogadores, Fifpro, também condenou a gestão do dirigente, classificando-a como “um profundo abuso de poder presidencial”.
Paralelamente, a UEFA planeja uma avaliação independente para investigar a proposta de venda. A preocupação central é se os lucros futuros foram negociados abaixo do mercado, questionando a estimativa de US$ 20 bilhões atribuída aos ativos comerciais da federação.

