O Pentágono pressiona a indústria de defesa dos Estados Unidos a acelerar a produção de munições, pois os estoques das Forças Armadas enfrentam “escassez extrema” devido ao conflito com o Irã. O subsecretário do Departamento de Guerra, Steve Feinberg, deu um ultimato às fornecedoras, exigindo planos de aumento de capacidade em 21 dias.
O memorando oficial, obtido por veículos de comunicação, detalha a urgência da situação. Feinberg exigiu que as empresas apresentassem planos que acelerassem as entregas programadas ou aumentassem a produção para capacidades críticas, afirmando que “Ciclos de desenvolvimento de anos não são aceitáveis”. O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, confirmou a validade do documento, explicando que ele servirá de base para o orçamento fiscal de 2028.
A falta de armamentos gera tensão entre o presidente e o Departamento de Guerra. O problema pode persistir enquanto o Congresso não liberar a verba de US$ 1,15 trilhão para gastos de defesa. Enquanto isso, o conflito com o Irã desgasta os suprimentos; uma análise do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) apontou que o número global de mísseis Patriot caiu de 2.200 para menos de 827.
Empresas parceiras do Pentágono, como Lockheed Martin e Boeing, foram convocadas a reuniões na Casa Branca para pressionar parlamentares pelo aumento do orçamento. Algumas dessas empresas já utilizam recursos próprios para financiar a produção enquanto os contratos aguardam aprovação legislativa.

