A produção de leite no Brasil cresceu mais de 100% em 24 anos, mesmo com a redução de 35% no número de vacas leiteiras em 13 anos. O avanço é resultado de investimentos em genética, bem-estar animal e alimentação, conforme apontou a Embrapa Gado de Leite.
A vaca Jornada Montross FIV LPN estabeleceu um recorde mundial de produção em um dia, registrando 112,65 kg de leite durante a 21ª Megaleite, realizada em Belo Horizonte (MG). O criador, Rodrigo Nogueira Ferreira, afirmou que o sucesso do animal depende de uma genética superior, sendo fundamental para atingir resultados tão altos.
Segundo Rui Verneque, chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Gado de Leite, a seleção genética foi um fator chave. A raça Gir Leiteiro, desenvolvida pelo cruzamento entre holandesa e gir leiteiro, atinge média de 7 mil kg por lactação em clima tropical. Além da genética, o manejo exige atenção ao conforto térmico e ambiental do animal, evitando estresse que diminui a produção.
A alimentação também evoluiu, com formulações mais nutritivas para as rações e melhor manejo de pastagens. Verneque declarou que a dieta bem formulada é um dos itens mais importantes no custo de produção do leite, exigindo acompanhamento veterinário rigoroso.

